Seguro de Vida para Trabalhadores

Empresas da Construção Civil Reforçam Debate sobre Seguro de Vida para Trabalhadores

Especialistas apontam que a responsabilidade das construtoras e empreiteiras não deve se limitar apenas ao cumprimento do fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e treinamentos normativos. Hoje, cresce a exigência por garantias adicionais aos trabalhadores, sendo o seguro de vida coletivo para funcionários um dos instrumentos mais relevantes na agenda de segurança do setor.

De acordo com a Seguro Certo, especialista em soluções para Seguro de Vida Empresarial na Construção Civil, cresce a preocupação de empresas com a proteção integral dos trabalhadores em obras. O setor, que historicamente lidera o ranking de acidentes de trabalho no Brasil, voltou ao debate público diante de estatísticas recentes que evidenciam os riscos enfrentados diariamente nos canteiros.

Construção civil concentra mais de 20% dos acidentes de trabalho

Dados divulgados pelo Observatório Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho mostram que mais de um quinto dos acidentes de trabalho registrados no país tem origem no setor da construção civil. Entre os episódios mais comuns, estão quedas em altura, choques elétricos, soterramentos e acidentes decorrentes de manuseio de máquinas pesadas.

O cenário se agrava pelo fato de muitas obras lidarem com mão de obra temporária e rotatividade elevada de funcionários, o que dificulta manter uma política contínua de prevenção. Nesse contexto, especialistas lembram que a gestão de segurança deve incluir não só medidas preventivas técnicas, mas também recursos que garantam estabilidade financeira ao colaborador e seus dependentes em caso de incidentes graves.

“Proteção efetiva não é apenas capacete e treinamento, é também a certeza de que, se algo der errado, o trabalhador e sua família não ficarão à mercê da própria sorte”, diz um relatório consultado pela reportagem.


A legislação trabalhista brasileira prevê normas claras relacionadas à segurança em obras, especialmente por meio das Normas Regulamentadoras (NRs), como a NR 18, que trata das condições de trabalho na indústria da construção. Tais normas estabelecem a obrigatoriedade de fornecer EPIs, treinar equipes e adotar medidas preventivas adequadas.

Porém, o cumprimento das NRs não elimina o risco de acidentes. É nesse ponto que o seguro de vida empresarial se insere como medida complementar — e em muitos casos, obrigatória. Convenções coletivas de sindicatos ligados à construção civil frequentemente incluem cláusulas que exigem a contratação de seguro de vida em grupo para todos os trabalhadores, independentemente do vínculo contratual.

Especialistas em direito trabalhista alertam que o descumprimento dessas cláusulas pode acarretar em passivos jurídicos expressivos, além de desgastes de imagem para a empresa envolvida.


Seguro de Vida Coletivo: como funciona

Segundo dados do mercado de seguros, o seguro de vida em grupo já é uma realidade consolidada em setores de alto risco como a mineração, o transporte e a construção. O modelo é contratado pela empresa e oferece cobertura simultânea a todos os funcionários, garantindo indenizações em casos de morte natural ou acidental, invalidez por acidente e, em muitos casos, assistência funeral.

Esse tipo de proteção financeira reduz consideravelmente a vulnerabilidade tanto dos trabalhadores quanto das empregadoras, que em situações de acidentes graves passam a contar com o respaldo da seguradora. Isso significa, na prática, menos risco de litígios trabalhistas e mais confiança dentro da equipe.

“Cuidar da segurança financeira do trabalhador é também um gesto de responsabilidade social corporativa, e empresas que adotam essa postura tendem a ser melhor vistas pelo mercado e pela própria comunidade”, afirma um consultor de seguros ouvido pela reportagem.


Impacto humano e empresarial

A ausência de um seguro adequado pode ter efeitos devastadores, como revelam casos emblemáticos. Em 2024, uma construtora de médio porte enfrentou uma ação judicial milionária após um acidente fatal em um canteiro sem cobertura de seguro para a equipe. Além do pagamento de indenizações judiciais aos familiares, a empresa enfrentou dificuldades em conseguir novas licitações e contratos, já que sua reputação ficou fragilizada.

Por outro lado, empresas que vão além das exigências legais conseguem transformar o seguro em diferencial competitivo. É o caso de companhias que incluem coberturas adicionais, como diárias por incapacidade temporária e apoio psicológico às famílias, ampliando de forma significativa a percepção de responsabilidade junto a trabalhadores e clientes.

Segundo a Seguro Certo, empresas que optam por planos mais completos geralmente relatam maior engajamento dos colaboradores e menor turnover, já que o trabalhador sente que sua vida e seu futuro realmente são prioridade para o empregador.


Checklist: erros que empresas ainda cometem

Apesar de a discussão ser recorrente, especialistas apontam que ainda existem falhas comuns na forma como empresas lidam com o tema:

  • Tratar o seguro de vida apenas como “custo extra” e não como investimento estratégico.
  • Optar por apólices genéricas, que não contemplam riscos específicos da construção.
  • Negligenciar a comunicação interna, fazendo com que trabalhadores nem sequer saibam seus direitos.
  • Cumprir apenas o mínimo exigido pelas convenções coletivas, sem buscar soluções mais adequadas às necessidades da obra.

Como implementar de forma prática

Implementar uma política eficaz de seguro de vida para obras não precisa ser difícil. O processo, segundo especialistas, passa por alguns passos simples:

  1. Mapear riscos da obra: identificar os principais acidentes prováveis para cada função.
  2. Consultar convenções coletivas: verificar as exigências já previstas em acordos sindicais.
  3. Escolher um parceiro especializado: corretoras atuantes no setor da construção, como a Seguro Certo, conseguem customizar coberturas com base na realidade do empreendimento.
  4. Treinar e comunicar: mostrar para os trabalhadores o benefício contratado, reforçando o valor deste respaldo.
  5. Monitorar resultados: acompanhar periodicamente o impacto da medida para ajustar a apólice em novas contratações.

Aspectos legais e riscos de não contratar

Juristas lembram que o não cumprimento de cláusulas sindicais ligadas ao seguro de vida pode, em alguns casos, ser tratado como inadimplência contratual. Isso significa que, além de multas administrativas, o empregador pode ter de arcar pessoalmente com as indenizações em caso de acidente fatal, sem poder transferir o impacto para seguradoras.

Outro fator de destaque envolve grandes licitações e contratos públicos. Muitas delas já trazem em edital a obrigatoriedade de comprovação de seguro de vida em grupo para a equipe envolvida. A empresa que não apresentar esse requisito simplesmente não consegue participar do processo, ampliando ainda mais o peso estratégico da contratação do seguro.


Seguro de vida como diferencial de gestão

De acordo com especialistas de mercado, a visão sobre seguros tem mudado nos últimos anos. Se antes a contratação mínima era suficiente, hoje cresce a tendência de usar o seguro de vida como diferencial de gestão, alinhado às estratégias de retenção de talentos e fortalecimento da marca empregadora.

A prática é percebida principalmente em empresas de médio e grande porte que enxergam no benefício não apenas proteção, mas também a chance de melhorar a motivação e reduzir custos indiretos. Estudos de recursos humanos apontam que empresas que oferecem seguros complementares registram menor absenteísmo e maior produtividade, especialmente em setores de risco elevado.


Conclusão: segurança além dos EPIs

O debate sobre a proteção dos trabalhadores em obras ultrapassa a visão técnica de segurança, atingindo temas sociais, legais e de imagem corporativa. O crescimento da exigência por seguros de vida no setor da construção civil mostra que o cuidado com os colaboradores precisa ser integral: do treinamento diário ao suporte financeiro em situações extremas.

Empresas que adotam o seguro coletivo como parte da estratégia não apenas cumprem a lei e evitam passivos, mas demonstram uma postura de responsabilidade social indispensável em um mercado cada vez mais fiscalizado e competitivo.

Seguro Certo, referência na adaptação de seguros para o setor da construção civil, reforça que o tema deve estar no centro da estratégia da gestão de segurança. Em seus relatórios, a empresa observa que o setor ainda tem espaço para amadurecer, mas aponta que cada vez mais construtoras entendem que a segurança do trabalhador é sinônimo de sustentabilidade do negócio.

No final, especialistas concordam: proteger vidas não é apenas uma exigência legal. É um compromisso ético, responsável e estratégico para quem constrói o futuro do país.

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